domingo, 7 de agosto de 2011
Balanço da temporada 2011 - Parte 3
Red Bull: Nem o mais fanático torcedor da equipe esperava tanto. Seus dois pilotos ocupam as duas primeiras posições (85 pontos de diferença de Vettel para Webber), conquistaram todas as poles e seis vitórias em onze corridas. A distância nos construtores é um abismo. O bicampeonato de pilotos e equipes é questão de tempo, simples assim.
McLaren: Sem máquina do nível da Red Bull no começo, conseguiram boas quatro vitórias, duas para cada piloto. Até agora, vencem a disputa com a Ferrari tanto no campeonato de pilotos como o de construtores. O objetivo deve ser esse mesmo: continuar em segundo até o fim do ano. Algo a mais, só em 2012 mesmo.
Ferrari: A maior diferença entre dois pilotos no grid. Alonso e Massa parecem de dois times diferentes, tamanha a discrepância de rendimento. Alonso tira leite de pedra, Massa tira pedra de vaca. Hoje, o espanhol é a referência do time, enquanto que o brasileiro é só mais um dentre os muitos que não tem o emprego garantido por muito tempo.
Mercedes: Outra equipe com uma baita diferença entre os pilotos. Outra equipe "muita manchete e pouca notícia". Outra equipe que decepciona. Do jeito que andam, vão terminar do mesmo modo que Toyota, Honda e BMW. E não é com Schumacher que a coisa vai melhorar, apesar do alemão ser só o melhor de todos os tempos. Só que isso é passado, e ninguém vive de passado. Até a próxima!
terça-feira, 12 de julho de 2011
Amor à primeira vista

Ferrari e Fernando Alonso até que formam um casal bem simpático. Ele já declarou inúmeras vezes seu fascínio pelo espírito da lendária equipe italiana. Ela não deixa de repetir que tem do seu lado o maior piloto do grid, um bicampeão capaz de pilotar com a faca nos dentes todo o tempo. É tanto amor que o rei das Astúrias chegou a afirmar ter mais prazer pilotando o carro vermelho do que ganhando um título mundial. Menos, menos... Exageros de lado, não se deve esquecer um detalhe: muito mais que apaixonada, a relação entre os dois é conveniente.
Vamos ao fatos: Fernando saiu queimado da McLaren, o que já retira dele uma boa vaga em um cockpit de Fórmula 1. Piora a situação o fato de a equipe inglesa geralmente não ter muito jogo de equipe e privilégios, coisa que não agrada ao sempre mimado espanhol. Uma outra boa vaga seria na Red Bull. Ops... Lá está um tal de Vettel, outro complicado de se sujeitar a segundo plano no time. Sobrou então a Ferrari, conhecida por privilegiar um de seus pilotos. Alonso viu na escuderia de Maranello a chance de ser o todo-poderoso e ter, ao mesmo tempo, um bom carro (o que não acontecia na sua última passagem pela Renault). Tecnicamente superior a Massa, não tem a seu lado um piloto capaz de dar-lhe dores de cabeça. A combinação perfeita surgiu, a dupla deu liga. O amor é lindo, não?
PS: Deu para observar a encruzilhada em que se encontra o pobre Massa. Com a possível manutenção das duplas na McLaren e na Red Bull, sobraria para o brasileiro duas opções: ou continuar como segundo piloto da Ferrari sem chance de mudanças no "status", ou aceitar ser primeiro piloto em uma equipe média, o que daria a ele no máximo uns pódios de vez em quando. Título? Só o do post mesmo...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Destaque - GP da Europa - Treino Livre
Resultado do 2º treino livre:
1º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min37s968 ( 35 )
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s227 ( 26 )
3º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 0s297 ( 31 )
4º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s347 ( 30 )
5º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s475 ( 32 )
6º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s515 ( 30 )
7º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s563 ( 26 )
8º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1s013 ( 33 )
9º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 1s072 ( 35 )
10º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1s618 ( 27 )
11º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s658 ( 31 )
12º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s052 ( 34 )
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2s333 ( 34 )
14º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s395 ( 7 )
15º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 2s486 ( 32 )
16º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2s563 ( 37 )
17º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 4s115 ( 34 )
18º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 4s188 ( 39 )
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 4s271 ( 25 )
20º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 4s305 ( 21 )
21º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 4s841 ( 36 )
22º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 6s492 ( 29 )
23º. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), a 8s938 ( 16 )
24º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), sem tempo ( 0 )
De uns tempos para cá, a Ferrari (ou melhor, Alonso) anda sempre bem nos treinos livres. Quando chega a hora da verdade, não vai mal, mas acaba decepcionando aqueles que esperavam uma repetição do que havia acontecido no dia anterior. Acredito que nesse fim de semana não será diferente, no entanto aposto como dessa vez a Red Bull não vai levar a pole. É esperar para ver. Vamos aos outros destaques:
"Seria o retorno do velho alemão?": Na corrida passada, Schumacher quase abocanhou um pódio. Nos treinos livres de hoje, ficou a 0,3 da Ferrari de Alonso. Considerando que a Mercedes não tem carro do nível da concorrente italiana, fica mais impressionante o resultado conquistado. Eu, particularmente, torço muito para o heptacampeão. Não vejo a hora de ver ao menos breves momentos daquele piloto lendário (que de tão bom me irritava) da década passada. E pra matar a saudade da raiva que tínhamos do velho Schumi:
Uma Williams consistente: Depois de pontuar nas duas últimas corridas, chegou a hora de a equipe inglesa melhorar sua posição no campeonato de construtores. Na atual altura do campeonato, Barrichello e Maldonado têm carro para ultrapassar Force India e Toro Rosso na classificação geral. Mesmo assim, ainda é de dar pena a situação da outrora "maior equipe da Fórmula 1". A Williams não merece brigar só pelo décimo lugar.
"Hispania, será se dá?": Pelos resultados de hoje, não seria nada improvável que os dois pilotos da equipe espanhola ficassem o domingo inteiro pelo paddock. A briga contra os 107%, pelo jeito, vai ser uma emoção à parte amanhã.
Hamilton e sua grande chance: É a hora de o inglês calar os críticos e voltar à disputa pelo campeonato. Um pódio é o mínimo que o jovem piloto tem que fazer para minimizar a crise que assola tanto a ele como à McLaren. Para tanto, é preciso que ele pilote com o cérebro, e não com o espírito afoito que o dominou nas últimas corridas da temporada. Uma boa classificação amanhã é essencial para essa "volta por cima".
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Mudar as regras no meio do jogo: vale?

A partir do próximo GP, o de Silverstone, será proibido o tão falado "difusor soprado", ferramenta usada com maior eficiência pela Red Bull. O tal "pulo do gato" da equipe austríaca foi aprovado no início do campeonato e é um dos principais responsáveis pelo abismo técnico entre o carro de Adrian Newey e a concorrência. Cabe, então, perguntar: se o difusor já tinha sido aprovado, por que desaprovar agora? Quem ganha e quem perde com a mudança? Entretanto, talvez outra pergunta seja mais pertinente: a atitude levou em conta aspectos técnicos ou políticos?
É lógico que a maior beneficiada com a alteração nas regras é a Ferrari, a mais influente equipe dentro da FIA. Como todos sabem, a equipe italiana não anda nada bem no campeonato, inclusive a ponto de não vencer nenhuma corrida em 2011. Agora, com a tal proibição, existem grandes chances de a competitividade do time de Maranello aumentar bastante, a ponto até de se nivelar com a Red Bull. Pode até ser maldade minha, mas talvez seja esse o principal motivo.
Nesse imbroglio, um outro ponto deve ser tocado. O campeonato desse ano, até agora, é bastante paradoxal: corridas cheias de emoção, mas um campeonato sem emoção alguma. Sem dúvida, a alteração nas regras vai trazer mais emoção às corridas e ao campeonato, e talvez o objetivo seja justamente esse. Entretanto, com essa interferência, a FIA desvaloriza a criatividade e a racionalidade, afinal nada do que foi feito por Newey e pela Red Bull é ilegal. Portanto, a autoridade máxima do automobilismo vai contra seus próprios princípios, seja para beneficiar uma equipe "amiga", seja para otimizar a disputa pelo título. Mas não importa o real motivo, a FIA errou e ponto final.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Hamilton e McLaren vão ter que se aturar
Não é de hoje que a relação Hamilton-McLaren anda estremecida. É notável a insatisfação do inglês com o desempenho da equipe inglesa, que desde o título de 2008 passou longe de conquistar algo mais do que algumas vitórias esparsas. Diante do alto nível de competitividade de Lewis, é até compreensível tais reclamações. Só que tem um detalhe: o jovem piloto anda jogando toda sua infelicidade no ventilador. Em vez de "lavar a roupa suja" entre as quatro paredes de Woking, ele resolve transformar tudo que diz em notícia. É aí que reside o problema.Recentemente, Hamilton foi visto conversando com Christian Horner, chefe da equipe Red Bull, em uma área "privé" da escuderia austríaca. Como você interpretaria essa atitude? Para mim, é uma manifestação de um menino mimado que quer chamar atenção da sua equipe. Será se ele conseguiu algo mais do que ondas de insatisfação dentro da McLaren? Provavelmente, não. Enquanto isso, Button, apesar de não ter o talento "extraterrestre" do companheiro, tem mais pontos no campeonato e é mais querido dentro da equipe do que o "pupilo". Resumindo: muito mais que talento, é preciso que um piloto de Fórmula 1 tenha equilíbrio.
Vejamos os casos de Alonso e Vettel. Muito bem situados em suas equipes, ambos representam a figura de verdadeiros líderes, e acabam ofuscando seus companheiros, o que é ótimo para eles. É nisso que Lewis deveria se espelhar: conquistar sua equipe, dar o máximo de si nas corridas e ter equilibrio. Os resultados viriam cedo ou tarde, e nem seria necessário um microfone para isso...
Outra coisa: é melhor Hamilton se acalmar, afinal ele está na melhor equipe disponível. A Ferrari está muito satisfeita com Alonso e provavelmente não vai querer uma dupla explosiva como a da McLaren de 2007. Quanto à Red Bull, a coisa é bem pior para ele: se a equipe teve problema com dois pilotos tranquilos como Vettel e Webber, imagine se colocasse o inglês na mistura? A experiência de 2010 está muito viva, eles não iriam correr tanto risco. Portanto, mesmo brigados, Hamilton e McLaren vão ter que se aturar.
sábado, 11 de junho de 2011
De novo Vettel, pela sexta vez
GP do Canadá - Grid de largada:
1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min13s014
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s185
3º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s203
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s415
5º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s551
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s800
7º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s824
8º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s850
9º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 1s048
10º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1s071
11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min14s752
12º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), 1min15s043
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min15s285
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), 1min15s287
15º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min15s334
16º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1min14s361
17º. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari), 1min14s587
18º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), 1min16s294
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), 1min16s745
20º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), 1min16s786
21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), 1min18s424
22º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), 1min18s537
23º. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), 1min18s574
Em sete disputas, seis poles. Não se via algo tão impressionante desde os áureos tempos da dobradinha Schumacher-Ferrari. Diante de mais uma pole position, o que esperar de Vettel amanhã? Provavalmente, a confirmação de que a temporada 2011 da Fórmula 1 verá muitas corridas cheias de disputas dentro de um campeonato sem disputa alguma. Por mais inesperado que um GP do Canadá pode ser, não consigo antever nada além de mais uma vitória do alemão amanhã. Vamos aos outros destaques:
Ferrari forte, Massa mais ainda: O brasileiro reúne boas condições para fazer uma boa corrida amanhã. Largando em terceiro, tem tudo para acabar com a má fase que o perturba desde o "quase" título de 2008 (pelo menos por esse fim de semana). A Alonso, resta tentar a sorte na largada e na corrida. Uma vitória é bastante improvável, mas está longe de ser impossível.
McLaren vai contra suas origens: Sempre muito bem no Canadá, a equipe inglesa parece que vai quebrar essa sina amanhã. Hamilton e Button foram muito discretos no sábado e não parecem ter um equipamento do mesmo nível de Red Bull e Ferrari. Resta a eles muita chuva, safety car e confusão nos pits stops para conseguirem aspirar algo mais que um quarto ou quinto lugares. Em se tratando de Montreal, entretanto, isso é bem provável.
Maldonado X Barrichello: O piloto venezuelano vence de 4x3 nas classificações. Considerando os muitos anos de carreira do brasileiro, Maldonado mostra que é muito mais que um piloto pagante. Para quem torceu o nariz quando foi anunciado seu nome no lugar de Hulkenberg, suas mais recentes atuações são um verdadeiro cala-boca.
Virgin e os 107%: D'Ambrosio ficou de fora da corrida amanhã. O fato deve servir de alerta para a equipe anglo-russa, afinal para quem queria revolucionar a categoria não conseguir tempo nem para a corrida é uma tragédia. Para piorar tudo, a Hispania conseguiu com seus dois carros. Chegou a hora de fechar para balanço, sir Richard Branson...
O GP do Canadá acontece amanhã, às 2 da tarde (horário de Brasília).
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Ferrari: vexame em 2011

As coisas não andam nada bem em Maranello. Depois dos péssimos resultados conquistados pela escuderia no começo do campeonato (o melhor que a equipe conseguiu foi um 3º lugar com Alonso no GP da Turquia, para se ter uma noção), cabeças começaram a rolar, ou melhor, a se deslocar. Aldo Costa, Pat Fry e Corrado Lanzone foram deslocados para novas funções dentro do time italiano. Sabe o que isso me lembrou? Aquela história do marido que pegou sua mulher no sofá com outro cara, aí a solução que o traído encontrou foi jogar o sofá fora. Bem imbecil, não? Pois é. O problema da Ferrari é diferente, é uma questão de (falta de) comando, e não somente uma questão de permuta.
Sabe quem deveria ser o primeiro a cair? Stefano Domenicalli. Vamos aos fatos: ele foi promovido diretor técnico da Ferrari no final de 2007. Em 2008, conquistou o título de construtores (o de pilotos ficou no "quase"). Em 2009, foi aquela tragédia: uma vitória, quarto lugar nos construtores e vários vexames com Badoer e Fisichella. Em 2010, um carro mais ou menos, terceiro lugar nos construtores e o talento de Alonso. E em 2011? Do jeito que as coisas andam, tá bem parecido com 2009. Comparando esses resultados com os conquistados por Jean Todt, chega a dar vergonha. Pois é, a questão é essa: falta um Jean Todt na Ferrari. Eles têm dinheiro e um piloto genial, mas o comando fica devendo e muito.
Se Domenicali quiser continuar no cargo, deve começar a torcer por agora, afinal a próxima prova é em Mônaco, pista que ameniza as disparidades entre os carros. Nesse contexto, Alonso é capaz de fazer a diferença e garantir uma sobrevida ao claudicante dirigente. Do contrário, já pode começar a sondar como anda a oferta de empregos na concorrência.
domingo, 22 de maio de 2011
Vettel, mais do mesmo
Não é só Webber que não tem mais chance em 2011. Todos os pilotos do grid já podem se render e afirmar: não há como tomar o título desse ano de Vettel e sua Red Bull. Mais uma atuação espetacular, portanto mais do mesmo. Aquela insegurança que víamos no alemão ano passado definitivamente não existe mais, ou seja, ele é imbatível. Agora é só esperar para saber quando ele vai se sagrar campeão. Vamos aos outros destaques:
Troféu "Fura-Fila": Heidfeld. O substituto de Kubica saiu da última posição para um excelente 8º lugar, à frente de seu companheiro de equipe, que largou muito mais à frente. Com o mesmo carro do alemão, Petrov foi humilhado hoje.
Deu tudo errado: Ferrari. Alonso só terminou em quinto porque é Alonso. Fez uma largada de gênio. A partir daí, tudo desandou. Fazendo quatro paradas e andando mais de 20 voltas com pneus duros, foi uma vitória ter chegado onde chegou. Mas, em se tratando de Ferrari, contentar-se em ser a terceira escuderia do grid é pouco. Quanto à Massa, mais uma vez foi prejudicado nos pit stops (que a equipe italiana parece não saber mais fazer) e abandonou. Desde seu acidente em 2009, nada mais dá certo para ele. O destino parece gritar ao brasileiro: Sai daí!
McLaren, o único milagre possível: A equipe inglesa é a única que consegue competir com a Red Bull. Mesmo assim, levar o título de construtores vai ser uma tarefa das mais difíceis, só possível se Webber fizer muita besteira ao longo do ano. E título em 2011, será se Hamilton e Button tem chance? Como disse no início, acho quase impossível, mas milagres existem. O título de Hamilton em 2008 mostra bem isso.
Sauber e Williams, inversão de valores: Pérez e Kobayashi fizeram bonito e pontuaram com seus dois carros. Barrichello e Maldonado não fizeram muita coisa e terminaram zerados novamente. Puxando um pouco a memória, dá para perceber que 2011 vem sendo o oposto de 2010 para ambas as equipes, quando a escuderia suíça andava muito mal e a inglesa fazia bonito.
Próxima semana tem GP de Mônaco. Meio monótono, mas cheio de charme. E com um perigo a mais: a asa traseira móvel. Onde e como deverá ser usada? Durante a semana saberemos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Massa: definitivamente, frustrante.
Confesso que nunca fui dos maiores fãs de Felipe Massa. Já dos tempos de Sauber, achava-o um bom piloto, mas nada muito espetacular a ponto de colocá-lo na seleta lista de pilotos que já defenderam a lendária Ferrari. No entanto, decidi esperar seus primeiros anos na escuderia italiana para poder fazer uma avaliação mais ponderada.Em 2006, ainda à sombra de Schumacher, fez uma temporada decente. No ano seguinte, não foi muito bem: ofuscado por Raikkonen, o campeão de última hora, conseguiu ser somente um bom segundo piloto. 2008 foi o seu melhor ano, que só não terminou com um título por causa dos erros infantis da equipe de Maranello. E parou por aí, já que em 2009 ocorreu o acidente que o afastou de boa parte da temporada, e 2010 foi aquela porcaria que todos nós vimos. Honestamente, até o tão criticado Barrichello conseguiu fazer mais em 5 temporadas.
O que o destino reserva a Massa caso ele continue nesse calvário? Pilotar pela Ferrari é que não vai ser. A lista de candidatos à sua vaga é imensa, e a sua atuação nas provas é pífia. São os ingredientes perfeitos para uma "demissão à italiana". Só uma mudança radical de postura pode mudar tal prognóstico. Entretanto, à primeira vista, parece que nada mudou. Ruim para Felipe, péssimo para o Brasil, que em se tratando de Fórmula 1 anda muito mal das pernas.