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domingo, 3 de julho de 2011

Que voltem os testes, ora!

Os fãs do automobilismo foram surpreendidos, há algumas semanas, com a notícia da proibição do "difusor soprado", um dos responsáveis pelo foguete chamado Red Bull. Apesar de não ser explicito, o motivo da atitude é óbvio: otimizar a disputa pelo título, já que o mesmo parecia estar nas duas mãos de Vettel. Portanto, uma grande injustiça com a criatividade de Newey e o talento do alemão. Como, então, trazer a competitividade de volta sem prejudicar ninguém? Com os testes no meio de temporada, ora...

Eu, intenso defensor do teto orçamentário, não concordo com a proibição dos testes. São eles que trazem equipes de volta à disputa pelo título. São eles que corrigem defeitos crônicos do carro. São eles os elementos capazes de mudar o campeonato, muito mais que qualquer canetada. Comparado aos demais gastos da categoria, o que se gasta para a realização de tais testes não significa grande coisa. Além disso, chega a ser hipocrisia creditar o fim dos testes a uma medida capaz de cortar gastos, afinal continuam por aí todas aquelas futilidades típicas da Fórmula 1 contemporânea. Se é para cortar gastos, que se corte o inútil, ou seja, aquilo que nada tem a ver com o que acontece dentro das pistas. Difícil é a FIA e Bernie Ecclestone perceberem isso...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mudar as regras no meio do jogo: vale?


A partir do próximo GP, o de Silverstone, será proibido o tão falado "difusor soprado", ferramenta usada com maior eficiência pela Red Bull. O tal "pulo do gato" da equipe austríaca foi aprovado no início do campeonato e é um dos principais responsáveis pelo abismo técnico entre o carro de Adrian Newey e a concorrência. Cabe, então, perguntar: se o difusor já tinha sido aprovado, por que desaprovar agora? Quem ganha e quem perde com a mudança? Entretanto, talvez outra pergunta seja mais pertinente: a atitude levou em conta aspectos técnicos ou políticos?

É lógico que a maior beneficiada com a alteração nas regras é a Ferrari, a mais influente equipe dentro da FIA. Como todos sabem, a equipe italiana não anda nada bem no campeonato, inclusive a ponto de não vencer nenhuma corrida em 2011. Agora, com a tal proibição, existem grandes chances de a competitividade do time de Maranello aumentar bastante, a ponto até de se nivelar com a Red Bull. Pode até ser maldade minha, mas talvez seja esse o principal motivo.

Nesse imbroglio, um outro ponto deve ser tocado. O campeonato desse ano, até agora, é bastante paradoxal: corridas cheias de emoção, mas um campeonato sem emoção alguma. Sem dúvida, a alteração nas regras vai trazer mais emoção às corridas e ao campeonato, e talvez o objetivo seja justamente esse. Entretanto, com essa interferência, a FIA desvaloriza a criatividade e a racionalidade, afinal nada do que foi feito por Newey e pela Red Bull é ilegal. Portanto, a autoridade máxima do automobilismo vai contra seus próprios princípios, seja para beneficiar uma equipe "amiga", seja para otimizar a disputa pelo título. Mas não importa o real motivo, a FIA errou e ponto final.