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domingo, 28 de agosto de 2011

Vitória do (bi)campeão, de novo

GP da Bélgica - classificação final:

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 44 voltas
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 3s7
3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 9s6
4º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 13s0
5º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 47s4
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 48s6
7º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 59s7
8º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1min06s0
9º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1min11s9
10º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 1min17s6
11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1min23s9
12º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1min31s9
13º. Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), a 1min32s9
14º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 1 volta
15º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 1 volta
16º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 1 volta
17º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 1 volta
18º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 1 volta
19º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 1 volta

Não terminaram:
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari)
Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth)
Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes)
Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari)
Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari)

O atual campeão fez mais uma prova sem grandes riscos e sem grandes concorrentes. Em alguns momentos, até se esquecia da presença do piloto do grid, tamanha a facilidade em se manter na ponta. Apesar da letargia na ponta do grid, não se pode dizer o mesmo do resto: corrida animadíssima, bem adequada para marcar o fim das férias da Fórmula 1. Só faltou mesmo uma chuva no meio da prova para esquentar ainda mais as coisas...

Vettel, com mais essa belíssima corrida, chega à 17ª vitória na carreira, ultrapassando Hamilton, que não teve sorte e encontrou Kobayashi pela frente (portanto, fora da prova, nada mais normal). Webber, em segundo na prova e no campeonato, já está 92 pontos atrás do alemão. Nos construtores, então, a situação da RBR é bem mais confortável, se é que isso é possível: 131 pontos à frente da McLaren e 197 da Ferrari. É, melhor se voltar para 2012 mesmo... Vamos aos outros destaques:

20 anos de F-1 em grande estilo: Largando em último, tudo indicava que Schumacher não teria muito o que comemorar no dia em que completava 20 anos de sua estréia na categoria. Mas como Schumacher não é um piloto qualquer, fez o improvável, quiçá impossível: terminou a prova em quinto, à frente do companheiro de equipe, que largou justamente em quinto. Aos novatos, um aviso: acho que ele voltou de vez à Fórmula 1. Portanto, cuidado.

"E teve boatos que eu ainda estava na pior... Se isto é estar numa pior, porrãn, o que é estar bem então...": Jenson Button largou em 13º, Hamilton em 2º. Nessas posições, difícil imaginar Lewis fora do pódio e Jenson almejando algo mais do que alguns pontos. Pois é, os boatos não se confirmaram, e Button acabou ficando somente atrás das Red Bulls. Lewis, como já foi dito, viu o fim da prova pela televisão.

Desisto, Massa: O cidadão não consegue completar uma prova sequer à frente de Alonso. Se eu já cansei do brasileiro, o que dirá a Ferrari. Detalhe: eles terminaram em posições opostas no treino e na corrida (4º e 8º virou 8º e 4º). Lá na equipe a opinião sobre o desempenho dos dois deve ser nesse sentido também...

Tá se acostumando: Se Bruno Senna conseguisse chegar aos pontos já seria um feito e tanto. Não conseguiu graças à batida na primeira curva (seguida de punição), mas pelo menos foi consistente durante o resto da prova, sem fazer maiores lambanças. Monza nos dará maiores informações sobre seu desempenho. Até!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Destaque - GP da Bélgica - Treino Livre

Resultado do 2º treino livre em Spa-Francorchamps

1º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min50s321 ( 22 )
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s140 ( 19 )
3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s449 ( 9 )
4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s517 ( 9 )
5º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s897 ( 15 )
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s921 ( 23 )
7º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1s334 ( 21 )
8º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 1s404 ( 18 )
9º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1s430 ( 9 )
10º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 1s469 ( 13 )
11º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 1s601 ( 23 )
12º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2s429 ( 20 )
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 2s459 ( 26 )
14º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 2s590 ( 25 )
15º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 2s688 ( 25 )
16º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s835 ( 17 )
17º. Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), a 3s514 ( 21 )
18º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 4s730 ( 20 )
19º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 5s173 ( 23 )
20º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 5s881 ( 15 )
21º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 6s495 ( 21 )
22º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 7s129 ( 19 )
23º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), a 7s291 ( 24 )
24º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 11s913 ( 12 )

Na ordem das equipes, praticamente nenhuma novidade. É possível perceber uma queda de rendimento da Renault, mas não creio em tamanha falta de sorte de Bruno Senna. A equipe do brasileiro deve ficar por ali, entre oitavo e décimo segundo lugares.

Mais uma vez, teremos muito certamente outra boa corrida em um campeonato bem chato. A não ser que o Schumi queira comemorar o 20º aniversário de um jeito diferente do que virou "habitué" para o supercampeão. Oremos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Comportamento típico

Essa tá no Tazio:

Em entrevista ao site inglês “Autosport”, Haug admitiu que o ritmo de classificação do heptacampeão foi ruim nesta temporada, mas suas performances na corrida mostram que ele ainda almeja vitórias.

“Você poderia admitir que, nos treinos, falta algo. Agora, não que esteja contra Nico, mas nas últimas cinco provas, o ritmo de corrida de ambos foi nivelado, com Michael às vezes sendo o mais rápido”, explicou diretor da Mercedes.

“Se você olhar às estatísticas de ultrapassagem, Michael está na liderança. Ninguém ultrapassou mais do que ele. Isso já é bastante coisa. Você deve ter visto ultrapassagens muito bem calculadas dele no Canadá [melhor colocação do alemão na temporada: 4º lugar] e ele está relaxado, às vezes ambicioso ali e aqui. Ele, na verdade, ainda é muito ambicioso, a chama ainda está acesa. Olhe nos olhos dele e você verá isso”, argumentou.

Segundo Haug, mesmo vivendo uma fase sem vitórias, Schumacher e Rosberg querem seguir na equipe. “Temos uma grande relação dentro do time, os caras visitam nossa fábrica, conhecemos um ao outro e não falamos nenhuma m... para o outro”, comentou Haug.

Na atual temporada, Schumacher marcou apenas 32 pontos em 11 corridas, com apenas um top 5 e nenhum pódio. Apesar disso, o alemão reitera nas entrevistas que não planeja se aposentar antes de 2012, último ano do contrato com a Mercedes.

Minha vez agora:

Ele é sete vezes campeão mundial. Haug diria que ele não tem vaga na sua equipe? O alemão não precisaria fazer absolutamente nada na pista para continuar mais um ano na categoria. Fazendo algumas coisinhas, então, a coisa fica bem mais fácil de ser justificada. Não espero nada de Schumi, nem demissão.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O decepcionante retorno de uma lenda

Não é de hoje que Schumacher decepciona. Desde o ano passado, os resultados conquistados pelo alemão não são compatíveis com seu status de maior campeão da história da Fórmula 1. Em raros momentos conseguiu superar seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, que não é um piloto que faz parte da elite da categoria. Apesar dos poucos pontos e muitas atuações vergonhosas, o alemão parecia estar satisfeito com o seu retorno, afinal ele voltou ao cockpit mais por diversão, para "matar a saudade". Só que dias atrás o verdadeiro pensamento de Schumi veio à tona: ele não está mais se divertindo na Fórmula 1, só que mesmo assim ele quer cumprir seu contrato até o fim, ou seja, só encerrará de vez o retorno no próximo ano. Seria isso o correto a se fazer?

Sinceramente, já deu para o alemão. Ele não precisa continuar só por causa de um contrato. Além do mais, o que mantinha Schumacher pilotando era o prazer que isso proporcionava. Só que a decepção com o seu próprio rendimento fez com que a felicidade deixasse de existir. Sendo assim, não faz mais sentido a relação dele com a categoria. Mas o alemão não tem do que reclamar: essa relação já deu muito certo, e por muito tempo. A Fórmula 1 deve muito a Schumacher, e Schumacher deve muito à Fórmula 1. Ponto final.

domingo, 8 de maio de 2011

Destaque - GP da Turquia


Resultado final do GP da Turquia

A vitória de Vettel nem precisa comentar. Se fosse para escolher uma só palavra que resuma tudo que ele fez com sua Red Bull, seria "espetacular". O mesmo pode ser dito da corrida, afinal há tempos eu não via disputas tão boas dentro da pista. Se é responsabilidade dos pneus ou da asa traseira móvel, não sei. Só sei que a temporada 2011, apesar da dianteira intocável do alemão, anda bem animada, e os dois últimos GPs fizeram que até o mais apático dos espectadores pulasse do sofá. Vamos aos destaques:

Schumacher, cada vez mais Dick Vigarista: Hoje o alemão fez de tudo e quase comprometeu a corrida de ao menos uns cinco pilotos do grid. E ainda assim terminou fora da zona de pontuação. O "maior de todos" perde tal status a cada dia que insiste em continuar na categoria. Já passou da hora de a razão falar mais alto do que o ego. Sem dúvida, é chegada a hora da despedida, só ele que não vê.

Inversão de valores: Enquanto na classificação a Mercedes de Rosberg levou a melhor frente a McLaren e Ferrari, foi a vez de a Ferrari de Fernando Alonso dar o troco na corrida. Prova racional, sem erros, e com os pés no chão. Resultado: primeiro pódio para os italianos em 2011. Frente ao que equipe italiana andava apresentando, foi um grande resultado.

Sempre tem um "mas": Se tudo deu certo para Alonso, o contrário pode ser aplicado a Massa. Corrida totalmente comprometida nos pit stops. Nada mais a declarar.

Ultrapassagens: se antes era possível contar quantas ultrapassagens ocorriam nos GPs, hoje só o mais fanático talvez tenha parado para fazer isso. Pela primeira vez em anos, o maior destaque de uma corrida de F1 foi o conjunto da obra. Até quem não gosta de automobilismo deveria ter parado para ver a prova na Turquia. Que 2011 nos reserve mais disso.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Meu caro Ascanelli, muita calma nessa hora...


Essa está no Tazio:

"Tenho muita sorte. Duas vezes na minha vida eu presenciei a perfeição: uma com Senna, e de novo com Vettel", disse o diretor técnico da Toro Rosso em entrevista ao jornal alemão "Bild".

"Em um aspecto, Michael (Schumacher) era diferente porque ele tinha que trabalhar mais para seu sucesso do que Senna e Vettel. Com aqueles dois, era outra coisa."

Minha vez agora:

Que Vettel é um talento, ninguém nega. Agora, dizer que o piloto (após um vice e um título) está no nível de Senna é um absurdo. Pode até ser que no futuro próximo o alemão chegue nesse patamar, mais por enquanto não. Só para citar o grid atual, considero que Alonso e Hamilton (ainda) estão em um patamar superior, e eles não são Ayrton.

E essa afirmação sobre o Schumi? Posso até estar enganado, mas não consigo imaginar que o maior piloto da história esteja em um nível abaixo de Senna, muito menos de Vettel. Por favor, Ascanelli, da próxima vez fale com a cabeça. Essa história de falar com o coração não dá certo...