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terça-feira, 31 de maio de 2011

Possíveis mudanças à vista

Não há nada mais cretino do que teorizar em torno de demissões e contratações. Entretanto, não custa nada palpitar sobre possíveis conjunturas da Fórmula 1 em 2012, afinal é divertido dar uma de "vidente" de vez em quando e tentar prever algumas mudanças do grid da maior categoria do automobilismo. Vamos, então, aos (futuros, quem sabe possíveis) fatos:

Ferrari: Não que eu torça pela demissão de Massa (muito pelo contrário), no entanto ninguém pode negar a queda de rendimento do brasileiro desde seu acidente em 2009 e a chegada de Alonso em 2010. Vê-lo fora da equipe italiana é cada vez mais possível. Diante disso, quais seriam as opções? Kubica (opção bem interessante, já que poderia provocar um troca-troca com a Renault), Rosberg (piloto jovem, bom, e que pilota atualmente um carro menos vencedor; também poderia haver um troca-troca) e, quem sabe, Button (encerraria a carreira em uma lendária equipe e transformaria uma história que parecia fracassada em um modelo de persistência e superação).

McLaren: Alguma mudança aconteceria só se Button saísse. Nesse caso, os três pilotos da parceira Force India teriam excelentes chances, o que abriria uma vaga na equipe indiana, aumentando a teia.

Red Bull: Caso Webber saia, abriria-se uma das melhores vagas da Fórmula 1 atual. E com muitos pretendentes: Massa, Rosberg, Kubica, Buemi, Alguersuari, Ricciardo... Para esse cockpit, a briga seria de foice.

Renault: Sai Kubica, entra Massa. Essa parece ser a mudança mais provável. Mas, do jeito que Petrov anda correndo, a mudança pode ser mais intensa por ali...

Mercedes: Envolve também o ameaçado brasileiro e o filho de Keke Rosberg. Cá entre nós, seria uma troca boa para ambos.

E o Raikkonen, tem espaço nessa "provável" briga por vagas? Principalmente na Red Bull, que passaria a contar com dois pilotos campeões mundiais. Dupla bem interessante, não?

Agora, só resta esperar. Sem torcer contra ninguém, diga-se de passagem.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O decepcionante retorno de uma lenda

Não é de hoje que Schumacher decepciona. Desde o ano passado, os resultados conquistados pelo alemão não são compatíveis com seu status de maior campeão da história da Fórmula 1. Em raros momentos conseguiu superar seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, que não é um piloto que faz parte da elite da categoria. Apesar dos poucos pontos e muitas atuações vergonhosas, o alemão parecia estar satisfeito com o seu retorno, afinal ele voltou ao cockpit mais por diversão, para "matar a saudade". Só que dias atrás o verdadeiro pensamento de Schumi veio à tona: ele não está mais se divertindo na Fórmula 1, só que mesmo assim ele quer cumprir seu contrato até o fim, ou seja, só encerrará de vez o retorno no próximo ano. Seria isso o correto a se fazer?

Sinceramente, já deu para o alemão. Ele não precisa continuar só por causa de um contrato. Além do mais, o que mantinha Schumacher pilotando era o prazer que isso proporcionava. Só que a decepção com o seu próprio rendimento fez com que a felicidade deixasse de existir. Sendo assim, não faz mais sentido a relação dele com a categoria. Mas o alemão não tem do que reclamar: essa relação já deu muito certo, e por muito tempo. A Fórmula 1 deve muito a Schumacher, e Schumacher deve muito à Fórmula 1. Ponto final.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ela faz falta

Eu sinto falta dela. Ela dava a meus fins de semana uma grande alegria, muitas boas recordações. Contava os dias para ter de volta aqueles poucos (mas muito emocionantes) tempos. Não conseguia me imaginar sem ela a meu lado, a nossa relação parecia ser para sempre e ininterrupta. Mas não era. Quando acabou, a saudade bateu, mas era preciso deixar o tempo passar. E o tempo sempre faz ela voltar. Ela tem nome, afinal? Tem sim, é Fórmula 1.

Fórmula 1 é como uma namorada desequilibrada: no final do ano, larga a gente, mas é só passar alguns meses, ela vê que fez besteira, e volta correndo. Só que ela faz isso todo ano e a gente sempre aceita de volta todo ano, mesmo com algumas mudanças malucas na sua aparência ou na personalidade. Apesar de aparentar ser outra à primeira vista, sua essência é a mesma, por isso não dá para simplesmente largar. Às vezes, mesmo sendo chata, monótona ou apagada, ainda consegue divertir. Mas, quando quer, sabe ser espetacular. E a gente tem que aproveitar essas ocasiões, cada vez mais raras.

Em alguns locais ela consegue dar o máximo de si (Spa, Melbourne, Montreal), já em outros a gente discute e eu desisto dela antes do fim de semana acabar (Abu Dhabi, Bahrein). Mas, entre mortos e feridos, estou melhor acompanhado do que só. Mesmo sendo com essa bipolar chamada Fórmula 1.