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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

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Pois é, o cifrão no título do post já diz tudo: Bruno Senna, o mais novo titular da Renault (pelo menos em Spa) só conseguiu a vaga por causa dos patrocínios. O chato pode perguntar onde está a novidade, mas antes disso já alerto: o que quero destacar aqui não é o patrocínio em si, mas as desculpas dos chefões ao se abordar o assunto. Será se falar a verdade faz tão mal assim?

No mundo ideal, a sinceridade faria os dirigentes falarem: "Sim, contratamos o Bruno porque junto com ele veio uma quantidade de recursos que nos ajudará a fazer uma equipe com maior qualidade e sem prejuízos. Além do mais, ele não é um péssimo piloto, não fará nem mais nem menos do que Heidfeld". Tem alguma mentira no que o dirigente dos sonhos falou? Oras, o Bruno sabe que a Fórmula 1 contemporânea é movida pelo dinheiro para os pilotos não-extraterrestres, tanto é que ele passou o ano inteiro atrás de gente com grana para bancá-lo em um cockpit. As regras do jogo são essas, portanto azar dos outros.

Não tenho nada contra esse tipo de contratação. Entretanto, acho que deve haver um certo tipo de critério: dinheiro entra na roda, mas o talento e outros predicados não devem ser deixados simplesmente de lado. Uma coisa é contratar o decente Bruno Senna cheio do dinheiro, outra é contratar um rico Yudi Ide da vida (no Google você encontra a "ficha criminal" do japonês). Ainda é possível para as equipes terem benefícios financeiros sem prejuízos humanos, mas para isso é preciso paciência para que o parceiro ideal surja. A Renault que o diga.

domingo, 7 de agosto de 2011

Balanço da temporada 2011 - Parte 2

Agora, chegou a vez das equipes do meio do grid. Renault, Sauber, Force India e Toro Rosso conseguiram com relativa frequência chegar ao top 10, inclusive com algumas passagens pelo pódio (duas com a Renault). Vamos, então, aos destaques:

Renault: Foi a equipe "muita manchete e pouca notícia" do ano até agora. Eles chegaram com tudo, passando por pintura lendária, difusor soprado e a possibilidade real de conquistarem vitórias. Só que um fato contribuiu sobremaneira para muita coisa ir por terra: o acidente de Kubica. O piloto polonês era o líder, a referência, o principal pilar da equipe. Se eles fizessem algo bom durante o ano, seria muito por causa do talento de Robert. Sem essa peça, eles até que foram longe no começo, com aqueles dois pódios. Depois, viraram mais um na multidão. Decepção? Não, sem Kubica não dá para querer mais.

Sauber: A equipe suíça evoluiu com consistência. Em 2010, começou o ano bem mal, nunca chegando aos pontos. Mas, como já se sabe, chegaram ao top 10 com frequência ao final. Pois é, 2011 começou como terminou 2010, e com o sempre especial Kobayashi. Salvo raras exceções, o japonês é garantia certa de espetáculo. E, junto a ele, há Perez, piloto pagante e com talento, por incrível que pareça.

Force India: Depois de sair do limbo há dois anos, sempre ficam por ali, oscilando entre sétimo e décimo quinto lugares. Para uma equipe que começou cheia de incertezas e resultados pífios, manter o posto de equipe do meio já é uma baita vitória. Portanto, eles continuam colecionando boas vitórias. Ah, uma menção honrosa a Paul di Resta, outro novato de talento que tem boas chances de andar em uma equipe de ponta (leia-se Mercedes) em um futuro próximo.

Toro Rosso: Apesar de continuar pelo meio do pelotão, é evidente que a equipe B da Red Bull regrediu, o que é até normal, afinal não é de hoje que notícias sobre a venda da equipe pipocam na imprensa especializada e amadora (para não dizer outra coisa). Mesmo assim, beliscam o top 10 de vez em quando. Só há um detalhe: Buemi e Aguersuari são bem fraquinhos, dificilmente serão aproveitados pela equipe principal. Até quinta!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Começo de semana movimentado

Esse é, sem dúvida, o começo de semana mais movimentado do ano, mesmo sem corrida alguma no último domingo. O que tanto aconteceu no dia 4/7, conhecido mundialmente como ontem? Vamos por partes, começando do mais importante: o retorno da parceria Williams-Renault.


A volta da associação entre a equipe inglesa e a montadora francesa é de emocionar aos mais nostálgicos, afinal foi com essa dupla que os fãs de Fórmula 1 viram alguns dos carros mais espetaculares da história. Entretanto, nem os mais otimistas devem esperar o retorno aos áureos tempos já em 2012. É preciso muita calma e trabalho para que a Williams possa voltar a ser grande, voltar a ser o que merece. Com essa medida, no entanto, eles já conseguiram uma grande evolução: se livraram dos fracos motores Cosworth e passaram a ser parceiros do que há de melhor na categoria. Se Barrichello não tinha motivos para renovar o contrato, agora tem um muito bom...



A segunda bomba da segunda foi a compra da equipe Hispania pelo grupo de investimento Thesan Capital. Se a compra vai tirar a escuderia da draga em que se encontra, não sei. Mas não deixa de ser interessante uma equipe pífia despertar o interesse de alguém. Nesse caso, acho que a bomba não é a notícia, mas sim a própria equipe, que pode explodir nas mãos de alguém a qualquer momento.



E, por fim, a Virgin passa a ser parceira técnica da McLaren, e não mais de Nick Wirth, aquele que não usa túnel de vento para projetar seus carros campeões... em quebras, falta de velocidade, falta de um tanque de combustível que complete uma corrida, dentre outras aberrações. Foi essa mesma parceria que levou a Force India ao honroso patamar que hoje se encontra. Portanto, espero muito dessa novidade. Tomara que sir Richard Branson não me decepcione novamente.