Agora, chegou a vez das equipes do meio do grid. Renault, Sauber, Force India e Toro Rosso conseguiram com relativa frequência chegar ao top 10, inclusive com algumas passagens pelo pódio (duas com a Renault). Vamos, então, aos destaques:
Renault: Foi a equipe "muita manchete e pouca notícia" do ano até agora. Eles chegaram com tudo, passando por pintura lendária, difusor soprado e a possibilidade real de conquistarem vitórias. Só que um fato contribuiu sobremaneira para muita coisa ir por terra: o acidente de Kubica. O piloto polonês era o líder, a referência, o principal pilar da equipe. Se eles fizessem algo bom durante o ano, seria muito por causa do talento de Robert. Sem essa peça, eles até que foram longe no começo, com aqueles dois pódios. Depois, viraram mais um na multidão. Decepção? Não, sem Kubica não dá para querer mais.
Sauber: A equipe suíça evoluiu com consistência. Em 2010, começou o ano bem mal, nunca chegando aos pontos. Mas, como já se sabe, chegaram ao top 10 com frequência ao final. Pois é, 2011 começou como terminou 2010, e com o sempre especial Kobayashi. Salvo raras exceções, o japonês é garantia certa de espetáculo. E, junto a ele, há Perez, piloto pagante e com talento, por incrível que pareça.
Force India: Depois de sair do limbo há dois anos, sempre ficam por ali, oscilando entre sétimo e décimo quinto lugares. Para uma equipe que começou cheia de incertezas e resultados pífios, manter o posto de equipe do meio já é uma baita vitória. Portanto, eles continuam colecionando boas vitórias. Ah, uma menção honrosa a Paul di Resta, outro novato de talento que tem boas chances de andar em uma equipe de ponta (leia-se Mercedes) em um futuro próximo.
Toro Rosso: Apesar de continuar pelo meio do pelotão, é evidente que a equipe B da Red Bull regrediu, o que é até normal, afinal não é de hoje que notícias sobre a venda da equipe pipocam na imprensa especializada e amadora (para não dizer outra coisa). Mesmo assim, beliscam o top 10 de vez em quando. Só há um detalhe: Buemi e Aguersuari são bem fraquinhos, dificilmente serão aproveitados pela equipe principal. Até quinta!
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domingo, 7 de agosto de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Uma surpresa chamada Sauber

Há alguns meses, quando fui escrever sobre a equipe suíça, usei a expressão "It's all passion" para descrever a filosofia do time. Pois é, depois de passado mais de um terço do campeonato, já dá para perceber o quanto que a tal paixão deu liga. Em sete corridas, sete vezes a escuderia chegou na zona de pontuação. Está só atrás das cinco grandes e ainda se encontra bem distante das concorrentes do pelotão intermediário. Para se ter uma ideia, ano passado, nessa mesma altura do campeonato, a Sauber só estava à frente das três novatas e pagando vexame atrás de vexame.
Existem vários "culpados" pela ascenção da equipe suíça. Talvez o principal deles seja Kamui Kobayashi. O piloto japonês, desde sua estreia em 2009 pela extinta Toyota, já demonstrava ter muito talento, entretanto ainda era muito descontrolado, desnecessariamente ousado. Com o tempo, Koba conseguiu se transformar em um piloto talentoso e cerebral, a ponto de pontuar em todas as corridas de 2011. O Japão agora tem um bom motivo para voltar a gostar de Fórmula 1, afinal não é nada irreal pensar em Kamui a bordo de um grande carro em um futuro próximo. E, convenhamos, se ele faz essa estrago todo com um carro razoável, imagina pilotando uma Ferrari ou McLaren?
Outro grande responsável pela ascenção técnica e de confiabilidade do carro da Sauber é James Key, diretor técnico que chegou em 2010 com o "bonde andando". Mesmo assim, conseguiu já no ano passado uma melhora substancial, a ponto de ao final da temporada a escuderia já ter um bólido do mesmo nível da Williams, a melhor das intermediárias à época. Em 2011, a continuidade do trabalho de Key permitiu uma melhora ainda mais profunda, capaz de catapultar a Sauber para o posto de sexta melhor equipe.
Talvez o sucesso da Sauber seja realmente a dupla Kobayashi e Key. Mas tem uma frase que pode servir também como justificativa: "A gente pode fazer tudo errado, mas se é feito com amor, ao final sempre dá certo". É, o segredo deve ser esse mesmo...
sexta-feira, 18 de março de 2011
"It's all passion"

Sou fã de Charlie Sheen. Ator talentoso, teve em "Two and a Half Men" uma das melhores atuações de sua carreira. Apesar disso, deixou-se levar pela fama enorme e pelo dinheiro exagerado, caindo assim em um mundo rodeado de drogas, festas e prostitutas. E o que tudo isso tem a ver com Fórmula 1, afinal? Em entrevista ao programa Good Morning America, da ABC, o ator falou uma frase que se aplica a uma das equipes do grid, a Sauber. Para ela, como disse Charlie, "It's all passion".
A equipe suíça é a única sobrevivente da fase romântica da Fórmula 1 (nessa conta pessoal não incluo a Williams - por ter sido campeã mundial sua situação é um pouco mais fácil de se lidar). Sempre com pouco dinheiro, mas com muita organização, o time de Peter Sauber nunca disputou um título, mas sempre conseguiu resultados decentes na categoria. Por ela passou, inclusive, um campeão mundial, o finlandês Kimi Raikkonen.
Depois de uma fase "atípica", em que contou com o apoio da BMW, a Sauber volta aos velhos tempos, e com um piloto igualmente apaixonante: Kamui Kobayashi. O japonês tem tudo para continuar trazendo de volta um pouco de romantismo à categoria. Espero que isso realmente aconteça, afinal a Fórmula 1 anda precisando de um pouco de emoção inserido naquele universo de razão...
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