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domingo, 7 de agosto de 2011

Balanço da temporada 2011 - Parte 2

Agora, chegou a vez das equipes do meio do grid. Renault, Sauber, Force India e Toro Rosso conseguiram com relativa frequência chegar ao top 10, inclusive com algumas passagens pelo pódio (duas com a Renault). Vamos, então, aos destaques:

Renault: Foi a equipe "muita manchete e pouca notícia" do ano até agora. Eles chegaram com tudo, passando por pintura lendária, difusor soprado e a possibilidade real de conquistarem vitórias. Só que um fato contribuiu sobremaneira para muita coisa ir por terra: o acidente de Kubica. O piloto polonês era o líder, a referência, o principal pilar da equipe. Se eles fizessem algo bom durante o ano, seria muito por causa do talento de Robert. Sem essa peça, eles até que foram longe no começo, com aqueles dois pódios. Depois, viraram mais um na multidão. Decepção? Não, sem Kubica não dá para querer mais.

Sauber: A equipe suíça evoluiu com consistência. Em 2010, começou o ano bem mal, nunca chegando aos pontos. Mas, como já se sabe, chegaram ao top 10 com frequência ao final. Pois é, 2011 começou como terminou 2010, e com o sempre especial Kobayashi. Salvo raras exceções, o japonês é garantia certa de espetáculo. E, junto a ele, há Perez, piloto pagante e com talento, por incrível que pareça.

Force India: Depois de sair do limbo há dois anos, sempre ficam por ali, oscilando entre sétimo e décimo quinto lugares. Para uma equipe que começou cheia de incertezas e resultados pífios, manter o posto de equipe do meio já é uma baita vitória. Portanto, eles continuam colecionando boas vitórias. Ah, uma menção honrosa a Paul di Resta, outro novato de talento que tem boas chances de andar em uma equipe de ponta (leia-se Mercedes) em um futuro próximo.

Toro Rosso: Apesar de continuar pelo meio do pelotão, é evidente que a equipe B da Red Bull regrediu, o que é até normal, afinal não é de hoje que notícias sobre a venda da equipe pipocam na imprensa especializada e amadora (para não dizer outra coisa). Mesmo assim, beliscam o top 10 de vez em quando. Só há um detalhe: Buemi e Aguersuari são bem fraquinhos, dificilmente serão aproveitados pela equipe principal. Até quinta!

quinta-feira, 17 de março de 2011

E não é que evoluíram?

A Force India já chegou na Fórmula 1 em 2008 com cara de fracassada. Depois de Jordan (já no fim), Midland e Spyker, não seria a brega equipe de Vijay Mallya que faria alguma coisa na categoria. Mas não é que eu quebrei a cara? No seu quarto ano, a escuderia indiana já tem muito o que comemorar.

Vamos relembrar a evolução da equipe: no seu primeiro ano, a Force India não fugiu à regra de suas antecessoras, ou seja, nenhum ponto conquistado. Mesmo assim, não dá para esquecer o GP de Mônaco, que só não representou os seus primeiros pontos por causa da batida de Raikkonen em Sutil. Deu até pena do alemão na hora. Em 2009, ocorre a parceria com a McLaren e os bólidos indianos passam a usar os motores Mercedes. Esse passo foi crucial para que a escuderia saísse do limbo, por sinal uma saída emocionante (de cara, seus primeiros pontos vieram após uma pole position e um segundo lugar na corrida da Bélgica). A partir daí, o time de Vijay Mallya conseguiu se firmar no pelotão intermediário.

Talvez seja esse o melhor exemplo de como uma escuderia antes medíocre consegue progredir e sair da condição de mero coadjuvante de luxo. É nisso que devem se espelhar Lotus, Virgin e Hispania: é possível chegar pela porta dos fundos e sair pela porta da frente. Hoje, a Force India já pode dizer: eu fiz história na Fórmula 1.