quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Jogo Rápido

A única referência sobre Fórmula 1 em todo o Canadá: uma loja no centro de Montréal. Muito simpática, por sinal.



Férias deixa a gente por fora de tudo. A contratação de Bruno Senna pela Williams, por exemplo, foi uma das notícias que eu demorei dias para receber. Agora que o fim do mês se aproxima tudo tende a voltar ao normal, pelo menos da minha parte, porque da parte da Fórmula 1 eu já não espero mais nada.


Enquanto fevereiro não chega, vamos fazer um balanço das notícias que dominaram o mundo da F1 nessas duas últimas semanas. Lá vai:

1 - Barrichello fora, Senna dentro: Confesso que a confirmação de Bruno não me surpreendeu muito. Barrichello veio para fazer a Williams dar um salto de qualidade, só que aconteceu foi o contrário. Nesse caso, melhor apelar para o piloto mais novo, com muito dinheiro e um talento respeitável. A Rubens resta a vaga na Hispania ou uma mudança de ares, sem dúvida a melhor opção.

2 - Petrov, di Grassi e Pirelli: Nada foi confirmado, mas há grandes chances de o Brasil perder a pouco destacável vaga de piloto de testes da Pirelli. Ou melhor: talvez a Pirelli nem tenha piloto de testes, afinal o carro que eles possuem para desenvolver seus compostos é o Toyota de 2009, um modelo datado. Como nenhuma equipe vai querer ver a outra emprestando seu carro para tais testes, o caminho natural é que todas as equipes sirvam de "cobaias". Nesse caso, os dois caem fora. Conclusão: a situação de Lucas é calamitosa.

3 - Caterham: A velha nova equipe de Tony Fernandes já mostrou projeções de seu novo carro. Mais uma vez, parece haver ali um trabalho um pouco mais sério se comparado aos de Hispania e Marussia. Entretanto, só isso não basta para que eles possam conquistar os tão sonhados pontos, disputando de vez posições no pelotão intermediário. É aguardar para ver.

4 - Fórmula 1 e Canadá: Essa é pessoal. Para quem não sabe, estou em Toronto, Canadá. É, a Luiza andou por aqui, mas vamos deixar isso de lado, por favor... Com relação à Fórmula 1, praticamente não há nada referente ao esporte na cidade. Ainda é possível encontrar alguma coisa em Montréal, mas aí já é covardia, afinal todo ano tem corrida por lá. Além disso, eles têm um campeão mundial, o canadense (do Québec, província onde está Montréal) Jacques Villeneuve. Levando em conta tudo isso, a influência da Fórmula 1 no país é mínima. O negócio por aqui é hockey, e só hockey. Até a próxima!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O acidente do polonês

O texto do Tazio resume a história. Volto em seguida:

Kubica sofre queda e pode ter recuperação comprometida

A lenta recuperação de Robert Kubica após o gravíssimo acidente sofrido em uma competição de rali, em fevereiro de 2011, pode ter ido por água abaixo por conta de um novo acidente sofrido pelo polonês nesta semana.
Segundo informações do site italiano "Autosprint", Kubica escorregou enquanto caminhava em uma estrada de gelo na Itália. A queda teria sido em cima da perna direita, a mesma que foi gravemente ferida durante sua batida no ano passado.
De acordo com o site, o polonês sofreu uma decalcificação na tíbia, um dos principais ossos da perna, e foi levado a um hospital perto da cidade de Pietrasanta, na região de Toscana, onde passou por exames.
Nem o piloto e nem os médicos se pronunciaram ainda sobre o incidente e não se sabe se o infortúnio vai irá provocar algum retardo em seu processo de melhora.
Kubica se acidentou gravemente em 6 de fevereiro de 2011, durante o Rali da Andora, também na Itália, tendo comprometidos os movimentos do braço e da perna direita.
Desde então, o piloto segue em reabilitação, sem prazo para retorno às atividades profissionais. Seu vínculo com a Lotus Renault se desfez no fim de 2011, mas seu nome passou a ser ligado à Ferrari, como substituto de Felipe Massa em 2013.

Comentário: Se a volta de Kubica para a Fórmula 1 já era algo pouco esperado, depois dessa só um milagre faz o polonês entrar em um cockpit e, mais importante ainda, voltar a ter o nível de competitividade que teve no passado. Uma pena para a F1 (que tem grandes chances de perder uma de suas principais peças) e para nós, os fãs (que estamos perto de perder um dos monstros das pistas). Até.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Além da F1: A aposentadoria do Santo

Fonte: Blog do Juca Kfouri

Marcos é daqueles jogadores que a gente pode enquadrar na categoria de "exceções". E são vários os motivos para isso. O primeiro de todos, lógico, é pelo talento excepcional que carrega. Palmeirenses ou não, todos sabem o quanto o cara é bom em defender cobranças de pênalti, por exemplo. Os corintianos, em especial, são os que mais sofreram nas mãos desse cara. Na seleção, a história se repete. Aqueles de boa memória vão se recordar da sua atuação na Copa de 2002, inclusive sendo responsável direto pela vitória do Brasil contra a Bélgica, nas oitavas-de-final. Além desses, há várias outras histórias desse que foi um dos grandes goleiros de sua geração.

Apesar de todos os "feitos" dentro de campo, aquilo que mais vai ficar na minha memória quando seu nome vier à tona diz respeito a sua personalidade. Marcos foi (que estranho é falar "foi"...), para muitos, um "desbocado". Aquilo que falava dentro do vestiário repetia fora dele. E não tinha nenhum medo das consequências, afinal ele era de uma sinceridade ímpar. Era comum vê-lo chorar, se lamentar ou falar palavrões diretamente para os repórteres. Seria para tirar o seu da reta? Pelo contrário, ele dava esporro até nele.

Não me surpreendi com a notícia de sua aposentadoria. Há tempos que o "Santo" vinha sofrendo sucessivas lesões que o impediam de conseguir ter uma sequência mínima de jogos. Deola já era o titular há alguns anos, para dizer a verdade. Mesmo assim, todos ainda tinham a impressão que ele estaria ali para sempre, atuando de vez em quando e "falando feito torcedor" em outras tantas ocasiões. Só que o Marcos "goleiro", ou "São Marcos", pendurou as chuteiras hoje. Ainda haverá um último jogo, lá para o meio do ano. Depois, será só saudade.

Eu, como palmeirense, estou em um misto de tristeza e preocupação. Tristeza por ter perdido no meu time um líder, uma lenda viva, uma "exceção". E preocupação porque, mais do que nunca, o Palmeiras precisava de São Marcos em 2012. Na minha cabeça, só fica a pergunta: "E agora?". Temos um arremedo de time, um técnico que ainda não mostrou a que veio e poucas perspectivas. Se, com ele, não havia muitas esperanças, sem ele parece não existir santo capaz de fazer milagre...

Por fim, só uma frase: Marcos, muito obrigado.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo sem novidades

Essa é a pré-temporada mais apática da história da Fórmula 1. Grandes contratações, só uma, a de Raikkonen. Novas equipes? Nem pensar, só mesmo mudanças de nome das já existentes. Promessas? Que nada, as duas principais contratações do ano (Grosjean e o finlandês) já são bem conhecidas da categoria. Entretanto, como hoje é o primeiro dia do ano, o melhor a fazer é incluir na lista de desejos para 2012 o item "que a Fórmula 1 tenha uma temporada competitiva e com disputas menos artificiais". Um feliz ano novo a todos.

P.S.: A Marussia mudou seu logotipo. Se as mudanças não ficarem por aí, é um ótimo sinal.

A experiência com os carros de passeio deve ajudá-los em 2012

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Além da F1: O ano de "F1 em destaque"


Se a Fórmula 1 merece um balanço ao final do ano, o blog também tem esse direito, é lógico. Ao final dessa jornada, o mais importante é dizer "Sobrevivemos!". Digo isso porque a atividade principal desse cara aqui não é ser blogueiro, e é melhor que seja assim, afinal "F1 em destaque" não me rendeu um real sequer. Mas como esse interesse não existia na época de sua fundação, isso não incomoda. Existem outras coisas mais importantes à frente.

Uma delas, e talvez a mais gratificante, é ter seu trabalho reconhecido pelos leitores. Felizmente, isso já aconteceu comigo, inclusive com pessoas que elogiaram o blog para mim sem saber que eu era o "escritor". Outras vezes, pessoas que não entendem nada de F1 lêem o blog por amizade ou curiosidade. Dessas, muitas gostaram do que leram. São esses (ainda) poucos admiradores que mantém o blog vivo, mesmo com o tempo curto.

Vamos agora aos números. Nesses nove meses de vida, "F1 em destaque" ultrapassou a marca de 5000 acessos únicos totais, sendo que só este mês foram mais de 700, com o recorde de mais de 150 acessos no primeiro dia de dezembro. Comparativamente falando, esses números correspondem a mais ou menos 1% do que o blog do Flávio Gomes, um dos mais conhecidos do ramo, tem. É pouco? Para o Flávio, seria um desastre, afinal ele fala de Fórmula 1 na Internet há mais de uma década, e tem uma vitrine chamada ESPN Brasil. Eu, por outro lado, tenho como vitrine umas camisas de futebol da minha turma de Medicina. Levando por esse lado, esse blog é um sucesso retumbante. "Nem tanto", diria o outro. É, menos, bem menos, vamos com calma.

Para 2012, quais seriam os objetivos? Primeiro, o blog vai passar por mudanças visuais mensais, levando em conta o calendário da Fórmula 1. Segundo, a sessão "Além da F1" vai crescer e ter seu espaço semanal, para aqueles que não são fanáticos por automobilismo. E, por último, sobreviver à rotina que não ajuda lá muito. Se tudo isso acontecer o ano já será positivo.

Aos três ou quatro leitores que me acompanham, informo: "F1 em destaque" funciona normalmente até a primeira semana de Janeiro, quando o blog entra de férias. Alguns posts podem surgir, mas só se for algo muito importante. Em Fevereiro, estamos de volta, de visual novo e com mais vontade que nunca. Até!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Balanço 2011 - Parte 3


Agora, chegamos na última parte do balanço da temporada de Fórmula 1. Vamos falar das quatro grandes, ou melhor, das três grandes e da extraterrestre Red Bull. Levando em conta que Mercedes, Ferrari e McLaren praticamente abandonaram o campeonato no meio para focarem apenas no carro de 2012, eu espero uma disputa bem mais acirrada pelo título próximo ano. Mesmo assim, a RBR já começa bem à frente das demais. Vamos aos destaques:

Mercedes: Em 2010, a equipe chegou fazendo barulho. Contratou o multicampeão Schumacher e a promessa Rosberg, manteve Brawn e utilizou toda a base da equipe campeã do ano anterior. Mesmo assim, só conseguiu ser a quarta força, sem vencer corrida alguma. Em 2011, não foi muito diferente. As vitórias ainda não vieram e Schumi mostra não ser mais o mesmo. Rosberg é bom, mas não consegue atingir a condição de especial. A única virtude do carro é o motor, mesmo assim os motores Renault hoje parecem competir de igual para igual. Muito mais que barulho, eles precisam de um pulo-do-gato como o que aconteceu com a Brawn em 2009 para sair da condição de coadjuvante de luxo em 2012.

Muita pompa, poucos resultados: a Mercedes ainda não mostrou a que veio.


Ferrari: A equipe italiana foi uma das surpresas negativas desse ano. O que mais prejudicou o time foi ter levado a disputa pelo título em 2010 até a última corrida, o que acabou adiando a construção do carro de 2011. Além disso, o péssimo rendimento de Felipe Massa fez com que a Ferrari não disputasse com a McLaren a vice dos construtores. Fernando Alonso já mostrou ser o piloto certo para a escuderia voltar a conquistar um título. Por outro lado, Massa está na cadeira elétrica. Um rendimento parecido com o que ele teve esse ano não o mantém na equipe. Na fila, são muitas as opções: Kubica, Rosberg, Kobayashi, Perez... Ou o brasileiro muda ou o país é rifado de vez da categoria.

Há três anos, eles não conseguem acertar a mão em um carro.


McLaren: Durante o ano, foi a única equipe capaz de fazer frente à Red Bull. Conseguiu vitórias com seus dois pilotos, pódios constantemente, pole positions em alguns momentos. Levando em conta o poderio da RBR, foi um ano vencedor para os ingleses. Talvez o único porém fique por conta do desequilíbrio de Hamilton frente ao bom (e surpreendente) desempenho de Button no campeonato. Entretanto, mais para o fim do campeonato, Lewis parece ter recuperado parte da tranquilidade. Caso esse equilíbrio se mantenha em 2012, a McLaren sai de cara como o time mais capaz de acabar com a hegemonia de Vettel e Newey. O desafio dos ingleses próximo ano talvez seja muito mais se aproximar da Red Bull do que disputar algo com a Ferrari.

A maior arma da McLaren: eles têm a melhor dupla do grid atual.


Red Bull: Com Vettel, a equipe foi imbatível durante o ano todo. O jovem alemão conseguiu bater o recorde de Mansell em 1992, conquistando quinze poles. Além disso, foram onze vitórias, dezessete pódios e mais de setecentas voltas lideradas. Número tão espetaculares quanto os conquistados por Schumi em 2002 e 2004, por exemplo. Seu companheiro, Webber, conseguiu o maior número de voltas rápidas. Para o próximo ano, são de longe os principais candidatos ao título. Depois do que foi visto em 2011, difícil acreditar em algo que não seja a hegemonia dos energéticos em 2012.

Vettel e Red Bull: a dupla a ser batida em 2012.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Balanço 2011 - Parte 2


Antes de continuar o balanço da última temporada na Fórmula 1, impossível não falar da vitória do Barcelona sobre o Santos. Não me lembro da última vez que um time brasileiro foi tão humilhado frente a um europeu. Claro que o Barcelona é essa Coca-Cola toda, mas daí fazer aquele papelão (em especial no 1º tempo) é inaceitável. Jogaram no mesmo nível do Al-Sadd e com uma dupla de zaga pior que a do Palmeiras. Como eu vi por aí na Internet, esse foi o domingo de manhã mais humilhante para o Brasil, e é porque domingo de manhã é dia de Fórmula 1.

Agora, voltemos ao que importa (pelo menos para mim), que é falar sobre o balanço do pelotão do meio. Renault, Force India, Sauber e Toro Rosso fizeram um trabalho decente e conseguiram disputar posições no top 10 com regularidade. Falta a todos eles o mais difícil, que é se aproximar um pouco da Mercedes, a pior das equipes de "outro mundo". Quem sabe, em 2012. Vamos aos destaques:

Toro Rosso: Sua função não é disputar vitórias nem pódios. A Toro Rosso funciona como uma oficina de novos talentos para a equipe principal. Dentro desse contexto, o time foi muito mais eficiente na disputa por pontos do que na descoberta de um novo Vettel. Como é a segunda opção que interessa à Red Bull, o ano terminou com saldo negativo, tanto é que a dupla titular foi dispensada essa semana. Como equipe, ao contrário, o saldo é bem positivo, principalmente ao se levar em conta que eles não contam mais com o apoio técnico irrestrito da Red Bull.

Toro Rosso em 2011: Carro bom, dupla ruim.

Sauber: Talvez seja a equipe mais organizada da categoria. Com recursos bem limitados, eles nunca fizeram um trabalho pífio na Fórmula 1, como o que fez a Williams esse ano, por exemplo. Pelo contrário, eles sempre foram um pouco acima de suas capacidades técnicas e financeiras. Dois elementos ajudaram muito para isso em 2011: a cultura suíça impregnada na equipe e uma das melhores duplas da história da Sauber, no caso Koba e Perez. O primeiro já é lenda, o segundo já é cotado na Ferrari. Já deu para sentir o drama: em 2012 eles prometem ainda mais.

Force India: Pelo segundo ano, a equipe indiana deve ser encarada como uma referência para as equipes do fundo do grid. Ela provou que é possível um time nascer mal e conseguir dar a volta por cima. Eu, inclusive, achava que eles seriam mais uma daquelas equipes que não duram três anos e saem pela porta dos fundos sem ponto algum. Felizmente, me enganei. Em 2011, eles deram mais um passo para a frente e conquistaram uma posição a mais nos construtores. Sutil fez mais pontos que os pilotos da Renault, para se ter noção. Espero muito deles em 2012.

Renault: Das equipes do meio do grid, a Renault meio que andou na contramão, principalmente na segunda metade do campeonato. Sem Kubica, o time não conseguiu melhorar um carro que nasceu muito bom. No começo, conseguiram dois pódios nas primeiras corridas. No final do campeonato, já estavam atrás da Force India e sem grandes perspectivas. Com Raikkonen no comando, eles têm tudo para manter uma trajetória ao menos constante durante a temporada. O campeonato melhoraria muito com isso. E com a volta de Kubica, é lógico.

Sem uma referência no cockpit, o carro da Renault parou no tempo.